Em torno de 40 pessoas, travestis, transexuais, militantes do movimento social e autoridades se concentravam na Esquina Democrática com faixas, panfletos e bandeiras, abordando os passantes e avisando o povo que era o Dia Nacional de Visibilidade das Travestis.
Em todo o Brasil aconteceu a manifestação, e em Porto Alegre travestis e transexuais celebram esta data. A Esquina Democrática tem uma história que se confunde com a cidadania da cidade, e na quarta-feira teve a oportunidade de se tornar mais democrática, recebendo nada mais do que uma das parcelas das cidadãs mais excluídas de nossa sociedade.
Superar a carga de preconceito que as travestis são alvo no dia a dia, ainda é uma grande desafio para a democracia brasileira. Bom, elas estavam na rua mostrando que nada melhor que o protagonismo para combater a transfobia. Uma mulher que passava se aproximou e falou: “todos os dias elas devem ser respeitadas e não só neste dia”.
Os curiosos e admiradores paravam para ver o que acontecia por ali. Militantes entregavam panfletos com informações com as demandas políticas do Movimento Nacional das Travestis para esclarecer o povo. Respondiam perguntas sobre o que estava acontecendo, o que significa a palavra transfobia, e algumas curiosidades mais íntimas.
Admiradores não se continham e se aproximavam para conversar e demonstrar apoio. Muitos queriam tirar fotos com as beldades que se dividiam entre a panfletagem e os closes para as máquinas fotográficas. Uns inconformados demonstravam que não estavam gostando daquela movimentação. Alguns bofes estavam “babando”, loucos para abordar as travas, mas demonstravam um certo receio de exposição.
Marcelly Malta Coordenadora da Igualdade, Associação de Travestis e Transexuais do RS, avaliou: “Por ter sido o primeiro ano, e pela dificuldade de mobilizar este público a manifestação foi um sucesso. Estamos dando mais um passo pelo respeito a nossa cidadania.” |