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Entrevista com, Cris de Luca A hostess da festa Orgasmo

Por: Cristiano Chinepe

Como surgiu o convite pra ser a hostess da Orgasmo?

Na realidade, não existiu um convite formal por parte dos meninos. Desde a primeira festa de electro que eles produziram, a S.T.Y.L.E, no final de 2004, eu já meio que fiquei “tomando conta” da porta. Quando teve a primeira Orgasmo no Neo, foi mais ou menos do mesmo jeito. Tipo: “Cris, tu cuida da porta pra gente”. E assim, já se foram dois anos de Orgasmo e eu ainda continuo “tomando conta” da porta.

 


Entre várias edições da Orgasmo qual foi a mais legal para ti?

Sou uma das pessoas mais suspeitas pra falar sobre a Orgasmo, depois do E-Flux e do Schutz. Acho que tiveram edições que marcaram pelas atrações, outras pela quantidade de gente que apareceu na festa, e outras, simplesmente, porque pareciam privates. Mas se tiver que escolher, uma em cada ano: 2005 – a segunda no Neo, não me lembro quem tocou, mas ás 3 da manhã chovia bastante, a fila ainda tava enorme e ninguém saiu do lugar; 2006 – a Diabolique, no Cine Teatro, com a Montage; e 2007, a festa de 2 anos, no Beco, com Noblesse Oblige. Se bem que não podem ficar de fora, a edição com Cansei de Ser Sexy, no Furna, a festinha no Gruta Azul, e a da Sauna Oásis, com Digitaria.

Qual a linha de som que mais te agrada?

Em casa, escuto de tudo: de samba aos Menudos, de Tom Jobim a Queen. Como adoro estar numa pista, nada como um house e um electro. Tendo uma batida boa, nada muito pesado, e que me faça dançar mesmo sem vontade, tá valendo.

Tu já pensaste em começar a discotecar? Se já, qual o estilo tocarias?

Pensar em discotecar levando a sério como profissão, nunca. Agora, já brinquei em CDJs, dentro de casa, lógico. Sinceramente, acho que não tenho coordenação pra isso. Estilo??? Se fosse pra me profissionalizar, tocaria electro. Na brincadeira, só ia tocar anos 80 e 90 e relembrar muito minha adolescência.

Como foi seu primeiro contato com a e-music?

Música eletrônica de verdade???? Quando comecei a namorar com o Rudi [DJ R.U.D], que comecei a aprender o que era cada estilo e tal. Saber diferenciar um techno, de um progressive, de um house [sim, tem diferença]. Antes eu só tinha contato com e-music na pista de dança mesmo. Nunca tinha ido atrás de saber quem era quem, como surgiu cada estilo, esse tipo de coisa.

Como são elaborados os seus figurinos para cada edição da Orgasmo?

Na verdade, não existe uma elaboração de figurino. Nas primeiras festas, foi uma coisa mais ou menos assim: vê o que tem no guarda-roupa que tem a proposta da festa e te monta. Durante algumas edições, a estilista Débora Ydalgo fez o figurino. E agora, eu e o E-Flux nos falamos com alguma antecedência [às vezes, um dia antes da festa], pensamos em algo e tentamos montar. E quando precisa produzir alguma peça, ele faz pela Yphen [marca própria], sob medida.

 

 

 

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