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Entrevista Marcelo Scherer, o DJ & Apresentador Moove na Radio Atlântida.
Por Cristiano Chinepe.
1 - Como surgiu seu interesse por fazer radio? Talvez venha de berço, meu pai dorme ouvindo rádio, AM é claro, mas me acostumei com esse meio de comunicação desde pequeno. Na real a minha ida para o rádio foi mais por culpa da música do que como profissão radialista. Sempre gostei de música, ser música tive muitas bandas, aprendi diversos instrumentos, até que fui fazer jornalismo pra tentar trabalhar nessa área mais cultural, queria mesmo ter trabalhado em revista de música, mas acabei no rádio através da faculdade, surgiu à vaga de estágio na Ipanema e fui lá levar o meu currículo na cara dura, e assim fui ficando. |
| 2- Qual foi o seu primeiro contato com a musica eletrônica?
Meus primeiros contatos com a música eletrônica foram no Fim de Século, final de 1996 início de 1997, eu ainda residia em Esteio e tinha uma pequena galera que ia às vezes, acho que tive sorte de ver a música eletrônica nessa época, era bem diferente as coisas dez anos atrás. Mas naquela época também nunca imaginaria que ia acabar trabalhando com música eletrônica, eu era roqueiro e tinha uma banda na época, mas como sempre gostei de escutar sons novos acabei caindo no FDS e fiquei 1997 dando banda lá.
3 - Como foi a experiência de comandar um dos programas de musica eletrônica mais importantes que já teve no sul do país, o Geração Beat? Dentro de uma Radio 100% Rock?
Putz foi uma das coisas mais importantes na minha vida, comandar um programa de música eletrônica numa radio rock. No início não foi nada fácil, chovia reclamações em e-mails, por telefone, mas confesso que esperava uma repercussão mais negativa dos ouvintes da rádio na época, estamos falando de 2004. Mas por outro lado, a rádio já possuía outro programa de e-music o que acabou ajudando a amenizar as coisas. Foi uma época muito bacana e de grande valor profissional na minha carreira, tenho ainda um carinho enorme pela rádio.
4 - Como você vê esta popularização da musica eletrônica?
Tudo na vida tem dois lados, acho muito bom ter mais gente procurando se informar, mas também vejo muitas pessoas desinformadas querendo informar. Isso dificulta o entendimento da cultura eletrônica, que para um leigo quando entra nessa descobre um novo mundo com vida própria, subgêneros, estilos distintos dentro do eletrônico.
Mas acho saudável a renovação, apesar de vermos barbaridades na pista hoje que não se via há sete anos atrás.
5 - Fale um pouco sobre o seu novo programa Moove na radio Atlântida.
Bem, fui convidado a fazer o Moove acredito pela lacuna no mercado de um programa voltado para música eletrônica. A Ipanema havia acabado com os dois que ela tinha o Geração Beat, na qual eu apresentava e o Eletrola do meu amigo e DJ Mozart Riggi. Como já havia o Fulltronic na Atlântida que tinha uma produção muito boa, feita pelo DJ Fabiano Veppo, porém tinha o problema de não haver informação, como já havia saído da Ipanema, o pessoal da Atlântida entrou em contato e fechamos com o Moove, gostaria de agradecer a das pessoas pela oportunidade, que foi o Ricardi Mosch de Novo Hamburgo e o diretor da Atlântida Gerson Pont que acreditou e acredita no meu trabalho.
Bem o Moove é um programa de sets nos molde do Essential Mix do sr Pete Tong na BBC de Londres. Procuro levar não só DJs e sons consagrados, mas também DJs e sonoridades diferentes, e claro informação sobre estilos, notícias e agenda que rola no RS e SC, afinal o programa é em rede. Ah... O programa também tem um blog, entra no site da atlântida e vai em blog, ali tem o do Moove, coloco muito vídeos bacanas, aconselho a assistirem God is a DJ. Muito loko.
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| 6 - Tu estás envolvido em vários projetos atualmente, quais são eles. E quais os seus projetos futuros?
Realmente estou sempre envolvido em projetose não é de agora, tenho essa inquietação, mas decidi me foca mais esse ano pra não perder tempo. Estou me dedicando atualmente somente à música eletrônica, tenho o programa na rádio Atlântida o Moove sextas e sábados. Tenho o portal GBMAG, que esse ano começamos uma nova etapa, a de expansão da informação, nossa característica como site sempre foi trazer informação regional mais o nacional e internacional. Estamos fechando parcerias para que o GBMAG cubra a região sul do país e não somente POA e RS, já começamos esse processo há um tempo com nosso colaborador Giga que traz além de um ótimo jornalista, está sempre informado sobre o que acontece no estado dele e principalmente essa região que se transformo na Ibiza brasileira. Agora o próximo passo já esta sendo dado com uma conexão mais firme no Paraná, mas ainda tem muita água pra rolar.
Como DJ ando tocando em ótimos lugares, o mega festival Planeta Atlântida SC e RS, final de tarde praia Mole/SC, tive a oportunidade de tocar em Passo Fundo, na Orange Club, na qual fui muito bem recebido e o público foi demais. Só que por volta dessa loucura toda há outros projetos que ainda não posso falar. Mas se forem fechados ser á um upgrade no GB.
7 - Atualmente qual seu gênero ou estilo de musica eletrônica?
Bom, sou bem eclético, mas ando tocando uma linha mais prog com pitadas de break, acid e electro, e óbvio muito house.
8 - Dentro dos Estilos de musica eletrônica O que não tocaria de forma alguma?
Bah, não levo jeito pra Psy. |