O desgaste da luta diária contra o onipresente e psicótico policiamento que a doença da normalidade dos demais (que os obriga a oprimirem com mãos de ferro todos que parecerem “diferentes”) e que, muitas vezes, já se inicia desde a primeira infância acabará, ao longo de 10 a 20 anos, destruindo todas as reservas energéticas de um número imenso de pessoas inocentes que nunca fizeram absolutamente nada contra ninguém, além de quererem ser aceitos, amados e respeitados como todos os demais seres vivos do mundo desejam e merecem receber dos demais.
Totalmente marginalizados (as), eles (elas) podem acabar sendo destruídos (as) em ambientes de prostituição do mais baixo nível, com constantes e intensas humilhações verbais, traições, brigas, espancamentos, assassinatos, crimes sexuais de todos os tipos, desnutrição e inanição, crises de pânico e de depressão profunda (episódios depressivos maiores), suicídios, AIDS, alcoolismo, drogas, diversas doenças infecciosas oportunistas que surgem em pacientes debilitados, e tumores cancerosos.
E o que fazer a respeito, além de persistir na militância pelos direitos de cidadania da Tribo LGBT? Duas coisas: a primeira é desistir, definitivamente, de buscar a aceitação dos outros, e tornar-se o próprio autor desta aceitação. E, ainda de forma mais importante, adotar a religião hindu que sigo fervorosamente, a dos adoradores da Deusa Kaganda Yandanda.
Aguarde meu próximo artigo, onde abordarei a Síndrome de Abandono Familiar, a qual afeta, em maior ou menor grau, praticamente todos os pacientes LGBT. Até lá, sigam entoando nosso Mantra, “Hare, Hare, Kaganda Yandanda Tomah Noku”!
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